Gabriela. Até chegar ao seu nome levou tempo, afinal tínhamos que saber: ela ou ele. No início, assim que soubemos o resultado positivo, era difícil me imaginar pai de um grão de feijão (foi essa a primeira imagem que tivemos dela). A primeira lágrima rolou não foi na Ultra (sonografia) que descobrimos o sexo, mas no exame seguinte, quando vi o corpo mais formado e os seus movimentos. Pés, mãos e até a cabeça _treinando as vértebras cervicais_em plena agitação. Foi aí que caíram “ a ficha”(expressão ultrapassada ? mas não inventaram outra melhor) e as lágrimas: “ Caramba!! É minha filha!” digo...nossa filha...Ali, viva, se desenvolvendo e crescendo. Ver, sentir seus movimentos, agora não mais pelo vídeo, mas ao natural. Dá nervoso? DÁ! É estranho? É!! Mas é muito bom.
Voltando ao nome. Tínhamos idéia de alguns antes mesmo da gravidez. Para não ter briga (difícil) decidimos: eu escolheria se menina fosse (e é!!) e ela se menino. Escolhemos alguns e a Tathi tratou de escrevê-los completos (Sily Polhmann da França Roberto) e fazer a numerologia deles e ver qual perfil, características teria de acordo com o nome, e claro, a sonoridade e a possibilidade de apelidos e rimas também entraram como quesito de descarte na lista. Separamos alguns, descartamos outros. Sempre gostei do nome GABRIELA, mas queria um nome diferente. Tentei, mas não deu. Cheguei a consultar um livro sobre As Olimpíadas(escrito pelo Silvio Lancelloti) onde tem uma relação completa dos(as) atletas que foram medalhistas até a 1992 (Barcelona) e listar nomes “gringos” para ela, até nos créditos dos filmes eu tentava escolher um. Enfim. Depois de tentar emplacar um Iarina, Soraiska, Navratilova....sem êxito, voltei, e recebi apoio da bancada, com o primeiro que havia pensado: Gabriela. Fonte de inspiração para o Imortal Jorge Amado, será agora fonte da minha energia de viver e, também, dos meus textos e poesias, chamegos e beijos.

